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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Bestseller.


Já falei muito de música . Praticamente todos os meus posts foram sobre música. Porém, não tenho vontade aora nesse xato momento de falar de outra coisa senão de música. Filme? Não. Teatro? Não. Tv? Não. Livro? Não. Ou melhor, até que pode ser de livro. Isso, vou escrever sobre literatura, deixa eu colocar o nome do livro que vou falar no título do post.


(...)


Pronto, título preenchido. Agora vocês já sabem o nome do livro, é o livro que estou lendo atualmente. Já estou lendo ha dias, semanas, e não acabo nunca, tô levando muito tempo pra ler. Não porque seja ruim ou o livro não engate ou não dê uma curiosidade para saber o que acontecerá. Tudo isso que eu escrevi acontece (o livro É bom, ele ENGATA, e ele DÁ curiosidade de saber o que vai acontecer), mas eu simplesmente ando meio lerda para ler. Mas o livro vale muito a pena.


A história, ah, peraí vou pegar a sinopse em algum lugar porque tô com preguiça de escrever.


"Uma grande história precisa de bons temperos como diamantes, belas mulheres, traições e drogas. E, para completar um cenário fascinante como a Índia, não há melhor protagonista do que um playboy inglês chamado Josh. Ele não tem emprego, nem quer arranjar um, mas, em contrapartida, possui um imenso talento para entrar em confusões, além de um pai rico que se suicidou por overdose de Viagra. Tudo só podia dar num "Bestseller", primeiro romance de Will Rhode, que, com sua experiência como jornalista na Índia, acrescentou uma generosa pitada de veracidade e ação à história."


Ok, isso não resume muito bem o livro e não demonstra como o livro é bom. Na verdade, é a historia de um garoto (ok, ele 30 anos, mas ainda assim) ingles (Joshua King) que está na Índia, mas mais que um playboy, ele é uma pessoa totalmente insegura e de baixissima auto estima. Todos os problemas que ele passa são derivados dessa caracteristica dele. O pai dele, um rico empresario, se suicida com Viagra, e deixa para ele uma carta dizendo que ele deve escrever um bestseller onde ele seja personagem, e só se ele fizer isso Josh receberá sua herança. Daí ele resolve escrever um livro, mas como é um pseudo-jornalista que conhece várias historias da Índia, resolve escrever o livro sobre uma historia real, sobre drogas. E aí é confusão atrás de confusão.

O estilo de Will Rhode, o escritor que também é jornalista, é muito dinamico e engraçado, ao mesmo tempo que tem uma pitada de drama e é extremamente real. Gosto muito desse estilo de escrita, sem palavras rebuscadas e mais coloquial, algo meio fora das regras. O estilo de Will é assim, fora das regras, original, totalmente dele.

sábado, 13 de junho de 2009

Carioquinha

Minha dica de hoje é para os cariocas.
Desculpem-me os leitores que não são, ou não moram aqui!
Mas vou falar sobre o Projeto Carioquinha, que dá descontos aos nascidos aqui ou que moram no Rio e Grande Rio.

Esse ano o projeto, que começou em 1º de Junho, vai até o dia 5 de Julho.
Oferece descontos em pontos turísticos e hotéis, e no site tem uma lista completa dos lugares e seus respectivos benefícios.


Desde museus a passeios de asa delta, tem para todos os gostos.
Agora é só fazer um roteiro e não esquecer de levar a carteira de identidade ou o comprovante de residência!



Aproveitem!!! =]

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Greg Holden.


Greg Holden. Quem ainda não me ouviu falar/escrever de Greg Holden levanta a mão. Não tô vendo muitas mãos por aí. Mas isso é porque Greg Holden é bom, muito bom.


Greg Holden começou a anos atrás, com uns 17 anos, a tocar violão porque não se achava bom em nada mais e depois de ver um amigo tocando, pensou "Hm, nisso eu posso ser bom." Anos de prática e muitas músicas compostas por ele depois, agora com 26 anos, Greg está lutando para encontrar seu espaço. Ele posta vídeos no youtube (http://www.youtube.com/user/gdholden) desde 2007, onde aparece tocando suas músicas, que são verdadeiramente lindas. O que mais gosto no Greg é que ele passa toda a emoção que está sentindo ao tocar a música (ele faz os videos quase no instante seguinte que as compoe, por isso a emoção que ele usou para escreve-la ainda está presente) e você sente isso, além de ver. Você sente a música junto com ele, e as músicas são de uma beleza... emocionante, por falta de melhor palavra. Como ele já faz um certo sucesso nomundo youtubístico, Greg agora está fazendo um tour pela Inglaterra, sua terra natal. Ele está de volta depois de alguns meses fora, porque agora ele mora em New York, nos EUA. Foi pra lá porque teria mais oportunidades que em Londres. Quem estiver pela Inglaterra, acho que vale a pena procurar os lugares onde ele vai fazer show (a maioria é de graça ou tem um preço módico) e FALEM QUE FUI EU QUEM INDICOU!!!!!!!! A Liv do youtube, do Brasil, ele vai saber quem é. Pra saber as datas de show, vão em www.myspace.com/gregholden, http://www.gregholdenonline.com/ ou http://www.facebook.com/pages/Greg-Holden/12835855597 . Aproveitem e adicionem ele em todos esses espaços e ouçam suas músicas, pra ver por vocês mesmos como ele é fantástico! (mas pra ouvir mpusicas, o melhor lugar é o youtube, onde você pode ver sua emoção ao cantar) E o sigam no Twitter! http://twitter.com/gregholden

Eu sempre gosto de dar apoio a pessoas que estão começando e tentando arduamente fazer seu trabalho, que é o que realmente amam, por isso estou sempre sempre sempre apoiando o Greg. Vocês deviam dar uma chance a ele, quem sabe com o apoio de vocês ele não passa por aqui e faz um show no meu quarto? Eu juro que convido vocês. (pra entender esse final, clique aqui http://www.youtube.com/watch?v=5ZeTr0hhqfI)

terça-feira, 9 de junho de 2009

The Tudors

Como eu disse no meu último post, acabou-se o meu estoque de posts profundos e cultos hehehe
Hoje vou falar sobre um seriado que comecei a acompanhar, me perdi, e agora baixei os episódios pra ver tudo de novo do começo.




Por que eu resolvi acompanhar The Tudors?
Primeiramente, porque eu adoro história. E seriados que trazem histórias 'reais', obviamente com suas adaptações para a ficção, chamam a minha atenção.
Cheguei a tentar acompanhar Roma, mas a série se interessava mais em mostrar como todo mundo dava para todo mundo, com o perdão da expressão, na Roma Antiga, aí encheu o saco.
The Tudors também não é nem um pouco puritana, mas eu estou gostando de acompanhar a vida do Henrique VIII da Inglaterra, os costumes da época, as semelhanças e diferenças com o mundo de hoje.

Mais um motivo pra assistir The Tudors?

Henry Cavill
Porque ele é lindo. Nem preciso me alongar nos adjetivos. 'Lindo' o define bem *__*





Aproveitando o tema, gostei muito também do filme A Outra, com Eric Bana no papel de Henrique VIII, Scarlett Johanson como Mary Bolena e Natalie Portman como Anna Bolena.








O filme foi baseado no romance A Irmã de Ana Bolena, de Philippa Gregory, que também escreveu outros livros sobre a mesma época.


Ainda não tive a oportunidade de lê-los, mas pretendo.

Para quem se interessa, taí um seriado legal

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Emocionado, pensei se não poderia fazer uma seleção de versos memoráveis, versos absolutamente lindos até não mais, até não mais poder.

Sempre suspeitei dos versos fora do poema pelo mesmo motivo que sempre suspeitei daquelas frases sábias retiradas da obra de escritores famosos que muitas vezes, no entanto, nunca as escreveram. Afinal, sem o contexto a gente sempre se engana ao ouvir. Como aquele ditado, quem tem boca vai a Roma. Num tempo como o nosso, de possibilidades de deslocamento físico e virtual a escalas globais (avião, Internet), ir a Roma na lábia é uma proeza improvável mas possível e desejada por qualquer pessoa com algum espírito aventureiro (não necessariamente a Roma, mas enfim, a Machu Pichu, vá lá...). Quando o ditado surgiu, não sei, mas devia ser um tempo muito católico, tempo em que profanar a Igreja era ato de coragem. Daí a origem do ditado: quem tem boca vaia Roma. Hoje a Igreja não é tão forte quanto o presidente dos Estados Unidos e acabamos mudando o ditado.

É porque eu estava lendo, pela enésima vez, mas é sempre a primeira, um poema que amo do Drummond. E nele há: “A doença não me intimide, que ela não possa / chegar até aquele ponto do homem onde tudo se explica.” (Os últimos dias). E aí eu pensei: e se ela chega até esse ponto? É por isso que o verso é emocionante, tão frágil quanto gente: nada me garante, muito menos o poema, que não chega. Em outros versos inesquecíveis, diz Drummond (Versos à boca da noite):

Lá onde não chegou minha ironia,
entre ídolos de rosto carregado,
ficaste, explicação de minha vida,
como os objetos perdidos na rua.


Acho que quando “minha vida” se explica, “tudo se explica”, pois é impossível ao homem separar claramente o tudo da sua própria vida (é esse o sonho da Ciência). Esses versos são mais decididos, mas eles passam a certeza de uma ausência, a da explicação da vida perdida na rua. Imagino uma moeda de 1 centavo perdida no asfalto até sumir. Ou então os guarda-chuvas com defeito, jogados aos cantos, desmontados como esqueletos ainda por enterrar.

E quem são os mortos por enterrar? Nossos familiares. Como se os familiares perdidos (será que eles não estão sempre já perdidos, mesmo vivos?) guardassem com nossa explicação perdida (Convívio):

Ou talvez existamos somente neles, que são omissos, e nossa existência,
apenas uma forma impura do silêncio, que preferiram.

São versos que nos desmontam, nos viram ao avesso, que não querem deixar-se ler como sabedoria, ensinamento, etc. Chocantes. Por isso não basta chamá-los de lindos. É preciso olhar para a segurança que eles nos retiram, para a dificuldade de leitura que somente uma vida inteira pode vislumbrar. Eu ainda não. Como não lembrar? (Memória):

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

sábado, 6 de junho de 2009

Viradão Carioca.

Minha dica de hoje é para os cariocas (ou aqueles não-cariocas que estão na melhor cidade do mundo esse fim de semana).

Desde ontem e até amanhã tá rolando o Viradão carioca. São centenas de atividades culturais a preço mínimo (R$2,00 foi o mai caro que vi) ou de graça! Tem shows na praia, em salas de música como Baden Powell ou Cecília Meirelles, ofifinas de dança e música em vários lugares (Centro Coreográfico, Lonas Culturais, Centro de Referencia da Musica Carioca), leitira de poesias, apresentações circenses, tem de tudo um pouco, para todos os gostos! Aproveitem!

O site do viradão, para quem quiser procurar o que fazer, é
http://www.viradaocarioca.com/.

Não deixem de ir! Atividades por 0 reais não são fáceis de encontrar!

Beijocas!

ps. tsc tsc para os meninos desse blog. estão sempre esquecendo de postar...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

La Grande Musica Del Cinema Italiano

Sabe quando você não tem a mínina idéia do que postar?
Pois é. =P

Então hoje não serei 'deep' demais, porque sério não me passa nada pela cabeça (e pq toda minha profundidade já se foi nos primeiros posts, esperem coisas mais 'shallow' daqui em diante hehehe)

Vou falar sobre um concerto que vai rolar na sala Cecília Meireles, no dia 10 de Junho, às 20h, e que tem como tema A Grande Música do Cinema Italiano.

Por que eu vou falar sobre isso?
Porque, pra quem não sabe, esse semestre comecei um curso de italiano, e essa semana, ou melhor, essas semanas, se comemora a Festa da Republica Italiana, pois dia 02 de Junho foi o dia da Festa Nacional Italiana, comemorando o referendum através do qual os italianos escolheram a República, em 1946, logo após a Segunda Guerra.

Então estão rolando diversas comemorações, de sábado até hoje tiveram filmes italianos em cartaz, e no próximo fim de semana (5, 6 e 7) terá uma festa no Forte Copacabana.

Enfim, voltando ao concerto, os intérpretes serão:
Mauro Maur (trompete)
Françoise de Clossey (piano)
Quarteto do Rio de Janeiro

Programa:

E. Morricone (1928)
bugsy (1991)
la leggenda del pianista sull'oceano (1998)
per un pugno de dollari (1964)
mission (1986)

P. Piccioni (1920-2004)
incontri proibiti (1998)
il viaggio (1963)
amore mio aiutami (1969)

N. Rota (1911-1979)
amarcord (1973)
la dolce vita (1960)
i vitelloni (1953)
la strada (1954)
le notti di cabiria (1957)
otto e mezzo (1963)

Se alguém se interessar, taí a dica!

Baci a tutti! =*

terça-feira, 2 de junho de 2009

Mcfly.


Não ia falar sobre isso aqui não, mas é mais fácil aqui do que responder pra todo mundo que me perguntar.



Sábado fui no show do Mcfly. O que é Mcfly?, muitos podem perguntar. Momento wikipedia.




McFly é uma banda britânica de pop rock que alcançou a fama em 2004. A banda, formada em Londres, tem como membros Tom Fletcher, Danny Jones, Dougie Poynter e Harry Judd. É gerenciada pela Prestige Management, e tinha contrato assinado com a gravadora Island Records desde o seu lançamento em 2004, até dezembro de 2007, antes de criar sua própria gravadora, a Super Records.




Ok, momento Wikipedia passado, vamos ao show. Primeiro poensamento da noite: o que eu estou fazendo aqui? Sim, porque fui sozinha a um show onde só tinha garotinhas berrantes de no máximo 15 anos de idade. Mais perto da minha idade só os pais das garotinhas. Me senti velha. De verdade. Tanto que não consegui aproveitar o show ao máximo por causa disso. Quase não berrei, não pulei, não dancei, não cantei, e todas essas coisas que sempre faço em shows porque tava me sentindo ridícula. O show em si foi bom. Ok que poderia ter sido melhor se eu soubesse cantar mais que 3 músicas. Fui pro show achando que eles só tinham 2 CDs, mas na verdade tem 4 (e eu só tenho esses 2 que eu achava que eram os únicos). Eu conhecia o último CD inteiro mas só sabia cantar 2 músicas inteiras dele e pedaços de outras. Do outro CD só lembrava de 2, ainda bem que eles cantaram as duas. Pena que uma das duas que achava que sabia cantar, a Five Collors in her hair (que foi a primeira que conheci, aliás, pois era da trilha de um seriado que eu via e adorava, As If), eu realmente não sabia cantar. Mas sabia cantar All about You, a música mais fofa deles, mais linda, mais guti-guti que eu adoro e filmei! Teve uma época que ouvia essa música 5 vezes seguidas, então eu sabia cantar bem. De músicas conhecidas (para mim), eles cantaram Do Ya, Lies, Falling in Love, todas do último CD. E cantaram a mais esperada por mim, The Last Song, que é sem dúvida a minha favorita entre todas elas, até melhor que All About You. Lendo críticas sobre o Mcfly, li críticos dizendo que essa música parece ter influencias da banda Queen. Realmente, quando ouvi pela primeira vez, a música Bohemian Rapsody me veio na cabeça. Acho ela incrível primeiro pela letra, e também por ser uma música bem trabalhada. Ela tem 3 partes, uma totalmente diferente da outra, bem como Bohemian Rapsody mesmo. É uma música forte, emocionante, que toca lá no fundo mesmo, tem até um que de melancolia e dor. Se eu fosse vocês procurava pelo menos essa música do Mcfly pra conhecer.


Mas pra resumir, o show foi ótimo, os meninos são muito bons, melhor ao vivo do que no CD, bem mais rock ao vivo do que no CD (o que eu ADORO!), tocam muito, são carismáticos, simpáticos, tem vozes bonitas. Realmente é um show que vale a pena ir- se você for acompanhado de alguém da sua idade e souber cantar as músicas.

domingo, 31 de maio de 2009

O Shoegaze


Um tempo atrás quando mostrei uma música minha pra uma amiga, ela me disse "Nossa ... ficou muito legal. Total Shoegaze" e tal ... eu não fazia idéia do que era, mas tomando pela primeira parte da frase, levei como elogio e agradeci. Pesquisando um pouco mais à fundo acabei descobrindo o que era o tal do Shoegaze e até que muitas bandas que eu ouvia ou tinham influências fortes desse estilo ou eram até mesmo consideradas parte dele (como o Slowdive, por exemplo).

Bom, gostaria de dividir com vocês um pouco das coisas que eu descobri... aqui vai:


Shoegazing (ou shoegazer como também é chamado) é um estilo de Rock alternativo que surgiu ao sul da Inglaterra no fim dos anos 80.O estilo shoegazing surgiu da postura de palco dos shoegazers...A performance tímida chegava ao ponto dos músicos ficarem o tempo todo olhando para baixo sem encarar o público (ou "olhando para os sapatos" e daí o nome shoegazer)guitarras barulhentas e poderosas onde a instrumentação harmônica torna difícil distinguir cada instrumento, formando um caos sonoro temperado por vocais etéreos e contidos criando um contraste entre o melodias delicadas e o vigor e peso das distorções e efeitos.


Adaptado do artigo sobre Shoegaze na Wikipedia em português


Isso é o que a Wiki tem a dizer. Mas o Shoegaze vai muito mais além. Primeiro de tudo, a origem do nome não vem necessariamente da timidez dos músicos mas sim de outro fator que os distingui dos outros estilos: As guitarras possuiam tantos efeitos, que na grande maioria do tempo os músicos ficavam olhando pra baixo, se concentrando na mudança de timbre através dos pedais.
A grande atenção voltada às guitarras são bem características desse "estilo", mas não são tudo. Uma característica marcante é a forma como a vocal é trabalhado. A voz se torna apenas mais um instrumento na harmonia inteira da música, o que fazia as faixas parecem um grande acorde ... pois soavam unitárias.
Meu papel aqui não é elogiar ou diminuir qualquer coisa, apenas... "informar" digamos assim. Apesar da linearidade das músicas, os Shoegazers possuiam harmonias concisas e agradáveis, que logo foram derrubadas pela grande explosão do Grunge Norte-Americano e do Brit-Pop que praticamente era o oposto do estilo Shoegazer melancólico, e possuia letras menos contemplativas e mais voltadas à realidade da maioria dos Ingleses.

Com a gradual dissolução do estilo, muitas bandas acabaram e outras acabaram se encaminhando pra outros estilos. O Slowdive que eu já havia citado, acabou dissolvendo-se e transformando posteriormente na banda Mojave 3(que está na ativa até hoje, misturando o já conhecido Shoegaze com uma pitada de Country e um pouco de Pop). Mas apesar de ter um som muito legal, a minha principal recomendação desse post não é a Mojave 3 e sim uma banda australiana, que apesar de não estar necessariamente inserida nesse contexto, tem um som bem característico:


The Church: A Banda surgiu no início dos anos 80 e tinha um som mais associado ao Rock Psicodélico e ao New Wave. Com o passar dos anos e dos discos o Church foi crescendo, técnicamente falando, e começou a caminhar na direção do Rock Progressivo, com longas Jams e faixas de guitarra de deixar qualquer metaleiro com o ouvido atento. Após alguns contratos com gravadoras americanas e australianas e após problemas internos,em 1988 lançam Starfish, que na minha opnião é a obra-prima da banda. Guitarras em perfeita harmonia, linhas de bateria complicadas que se desenrolam perfeitamente e o toque shoegaze de tudo: uma voz (Steven Kilbley) que conduz a banda, sempre harmonica e abrasivamente dando um toque todo viajandão ao som.
Eu descobri esse album (e essa banda) quase que por coincidência. Numa das minhas andanças pelo centro, passei num sebo, e lá estava o vinil deles, preço baixo, praticamente intacto... e o encarte me chamou muita atenção ... era uma estrela do mar, num fundo azul. Achei interessante, resolvi trazer pra casa e sinceramente não me arrependi. Um dos albums mais coesos e interessantes que eu já ouvi. É quase impossível não ouví-lo duas vezes seguidas. Ponha seus fones de ouvido e prepare-se: a viagem é longa e agradável.


Paz e Luz
E boa igreja pra vocês.

Hamlet

Depois de ler o livro, ver o filme com o Mel Gibson, ontem eu finalmente assisti a peça com o Wagner Moura, no Teatro Oi Casa Grande, ao lado do Shopping Leblon, aqui no Rio de Janeiro.

Primeiramente, pra quem não conhece a história, aí vai um resumo de uma das obras mais famosas de William Shakespeare:

“Para Hamlet a existência tornara-se insuportável desde que o espectro do seu pai recentemente morto apareceu-lhe numa noite assombrada no alto da torre do castelo. O fantasma, tétrico, reclamava desforra. Contou ao filho que um crime ignominioso o vitimara. Seu próprio irmão, o rei Cláudio, o matara. Atordoou-se o príncipe. Seu lar abrigava a traição e a maldade! A serpente acoitara-se na sua própria família. O mundo era injusto. O assassino, seu tio, não só usurpara o trono como arrastara sua mãe, a rainha Gertrudes, para um casamento feito às pressas, onde, suprema ignomia, serviram-se ;-os manjares; que, um pouco antes, ainda mal esfriados, tinham sido oferecidos -;na refeição fúnebre. Algo deveria ser feito. Faltava porém a Hamlet o talento para a ação. O máximo que conseguiu de imediato, além de aferrar-se ao luto e ao mau humor, foi entregar-se especulativamente à vingança.

A Mais bem sucedida da História

Hamlet é certamente a mais bem-sucedida história de vingança levada aos palcos. Ela, desde o início, coloca o público ao lado do jovem príncipe porque o ato da vingança, que Francis Bacon definiu como uma - forma selvagem de fazer justiça, sempre seduziu o a todos. Hamlet sente-se pois um reparador de uma injustiça, um homem com uma missão. A ela irá dedicar todos os momentos da sua vida, mesmo que tenha que sacrificar seu amor por Ofélia e ainda ter que tirar a vida de outras pessoas. Talvez seja essa obsessão, essa monomania que toma conta dele desde as primeiras cenas do primeiro ato, que eletrize os espectadores e faça com que eles literalmente bebam todas as palavras do príncipe vingador -; Hamlet é o personagem que mais fala na obra de Shakespeare, recita 1.507 linhas.”

Resumo retirado da internet, porque eu não sei fazer resumos, eu gosto de detalhes hehehe

Enfim, depois de ler o livro, primeiro do escritor que eu leio, apesar do formato de peça teatral, com cenas e atos, do drama e da tragédia que acomete quase todos os personagens, eu gostei.
Já havia comprado o livro há algum tempo, mas apressei a leitura quando a peça chegou ao Rio.
Terminei de ler semana retrasada, e numa das minhas buscas por filmes para baixar na internet, me deparei com Hamlet, estrelado por Mel Gibson, que eu particularmente já sou fã.

Não perdi tempo. Baixei e assisti na sexta-feira antes de ir ao teatro.


Mel Mel – como é carinhosamente chamado por mim ^^ - não decepciona, e dá ao personagem o seu humor característico, e consegue passar o drama e a ‘loucura’ de Hamlet muito bem.

E ontem finalmente fui ver Wagner Moura interpreta-lo. Não decepciona em momento algum. Nem ele, nem nenhum dos outros atores, nas quase 4h de peça. É longa, mas não é cansativa. É envolvente, é eletrizante, você sente a emoção passada por eles, a exaustão de repetir tantas falas sem perder o pique ou faze-lo automaticamente.
Atuar em teatro, na minha opinião, é a mais difícil das atuações. Noite após noite, repetir a mesma coisa, sem ‘poder’ parar, gravar de novo, descansar.
Eu não sou muito fã de teatro, talvez porque a maioria das peças que entrem em cartaz seja de comédia, e não consigo ver tanta graça que me faça pagar pra assistir, mas clássicos como esse merecem os R$90 pagos no ingresso (ai, a dor de não ser mais estudante e pagar meia entrada...).

Voltando ao tema principal do post, a história de Hamlet envolve traição, amor, loucura, vingança. É trágico, é mórbido, é real. É algo que poderia acontecer em qualquer lugar, em qualquer época.

Infelizmente hoje era o último dia da temporada no Rio, e não sei pra onde eles vão agora (com o mesmo elenco, menos o gatinho do Mateus Solano no papel de Horácio), mas se chegar na sua cidade, vá assistir! Garanto que não vai se arrepender!
E se não puder, leia o livro, é fininho, é rápido, é pocket, é barato!
Ou veja o filme, tem o Mel Gibson! ^^ hihihih

Estava planejando esse post porque sabia que hoje era meu dia, logo depois de assistir a peça, mas como o fim de semana foi corrido, tive que escreve-lo em partes, então acho q ficou confuso e desconexo.
Me perdoem se isso aconteceu, espero que tenha me feito entender.
Até a próxima!